NOSSA HISTÓRIA · 2007—2026

Vamos escrever
para registrar.

Uma história de câmeras, estádios, estradas, internet, pessoas, tecnologia e confiança.

NOSSA HISTÓRIA

Algumas empresas têm uma apresentação.
Nós temos uma história.

A 8mm Brasil nasceu em 2007, quando produzir vídeo para a internet ainda parecia uma aposta. Quase vinte anos depois, atravessamos mudanças de tecnologia, plataformas e formatos sem perder a vontade de estar onde as histórias acontecem.

2007 · O começo

Quando vídeo ainda significava televisão.

A história da 8mm Brasil começa em 2007.

Naquele momento, falar em audiovisual ainda significava, para quase todo mundo, falar em televisão.

Televisão era televisão. Rádio era rádio. Jornal era jornal.

E internet?

Internet ainda era, essencialmente, um lugar para ler.

Foi justamente nesse cenário que surgiu um convite aparentemente simples: produzir vídeos de partidas de futebol para o UOL Esporte.

Hoje parece absolutamente natural assistir aos melhores momentos de uma partida pelo computador ou pelo celular. Em 2007, não era.

Para quem havia se formado em audiovisual poucos anos antes e tinha a cabeça moldada pela televisão tradicional, a proposta causava até certa desconfiança.

Sair da televisão para produzir vídeo para um site?

A pergunta fazia sentido naquele momento.

O que ainda não sabíamos era que estávamos entrando justamente em uma das maiores transformações que o audiovisual viveria nas décadas seguintes.

Uma nova lógica

A televisão começava a caber dentro da internet.

No início, não havia manual.

O trabalho parecia simples quando descrito no papel: ir ao estádio, gravar a partida, selecionar os melhores momentos, editar e disponibilizar aquele conteúdo para o público do UOL Esporte.

Na prática, significava descobrir todos os dias como fazer algo novo funcionar.

A equipe chegava ao estádio com câmeras digitais relativamente pequenas, como as Sony PD-150 e PD-170, tripés leves e um computador para edição.

Ao nosso lado estavam profissionais de emissoras como Globo, Bandeirantes, Record e Gazeta, acostumados à estrutura da televisão tradicional, com grandes câmeras, lentes, tripés robustos e uma operação consolidada havia décadas.

Nós parecíamos pequenos.

E éramos.

Éramos uma equipe jovem chegando com equipamentos muito menores e uma maneira completamente diferente de trabalhar.

Havia olhares de curiosidade. Outros de desconfiança. Algumas brincadeiras.

Talvez ninguém ali soubesse exatamente onde aquilo iria chegar.

Nem nós.

Nós parecíamos pequenos.
A ideia não era.

Internet · Na raça

O problema não era apenas produzir. Era conseguir enviar.

A televisão tinha uma estrutura estabelecida.

As equipes gravavam, retornavam às emissoras e o material seguia seu fluxo de edição e exibição.

Nossa lógica era outra.

O cinegrafista estava no estádio. O editor estava com ele. O computador estava ali.

O vídeo precisava nascer praticamente naquele lugar e chegar à internet o mais rápido possível.

Parece banal em uma época de fibra óptica, 5G, armazenamento em nuvem e transferências de arquivos em segundos.

Mas estamos falando de 2007 e 2008.

E muitas vezes simplesmente não havia internet suficiente para isso.

Por isso, criamos algo que hoje parece quase inacreditável.

Começamos a mapear pontos de Wi-Fi próximos aos estádios.

Terminava o trabalho e começava outra corrida.

Um bar. Um restaurante. Um comércio. Qualquer lugar que tivesse uma conexão disponível poderia se transformar, por alguns minutos, em nossa central de transmissão.

Chegávamos com o computador e fazíamos um pedido que se tornou parte daquela rotina:

“Pelo amor de Deus, passa a senha do Wi-Fi para a gente subir um arquivo?”

E assim os vídeos chegavam ao público.

Não através de uma infraestrutura sofisticada.

Às vezes, através da senha emprestada do Wi-Fi de um bar.

Estrada · Bastidores

Estádios escuros. Estradas. Calor. Frio. E muita vontade de fazer acontecer.

O futebol também nos levou para lugares que até então conhecíamos apenas como torcedores — ou sequer conhecíamos.

Morumbi. Pacaembu. O antigo Palestra Itália.

E depois vieram as estradas.

Ribeirão Preto. Araraquara. Presidente Prudente. Mirassol. E tantas outras cidades do interior de São Paulo e, posteriormente, do Brasil.

Foram incontáveis quilômetros.

Naquela época, muitos estádios ofereciam uma estrutura muito distante da que encontramos hoje.

Cabines de imprensa escuras. Corredores mal iluminados. Estruturas improvisadas.

Há uma lembrança que resume bem aquele período: em alguns acessos, a pequena luz de um antigo celular Nokia virava lanterna para que conseguíssemos simplesmente enxergar por onde estávamos andando com o equipamento.

Em outros momentos, o desafio começava antes mesmo da gravação.

Mesmo credenciados, às vezes precisávamos convencer alguém de que tínhamos autorização para entrar.

Depois vinha o jogo.

O calor.

O frio.

A sede.

A edição.

A internet.

A estrada de volta.

E no dia seguinte começava tudo novamente.

Éramos uma equipe pequena.

Mas éramos, acima de tudo, uma equipe muito guerreira.

E quando dava certo, a gente pulava de alegria.

O digital cresce

E então percebemos que aquilo estava funcionando.

Passou um ano.

Depois outro.

E aquela ideia que inicialmente parecia uma aposta começou a ganhar público.

As pessoas estavam assistindo.

O vídeo esportivo começava a encontrar seu espaço fora da televisão tradicional e novas plataformas passaram a investir naquele formato.

Terra TV, Lance! e outros players começaram a fazer parte desse novo ecossistema digital.

E a 8mm estava ali.

Não observando a transformação.

Trabalhando dentro dela.

Foi nesse período que surgiu também uma relação que se tornaria uma das mais importantes de nossa história.

O Esporte Interativo estava começando.

Era uma operação jovem, ambiciosa e ainda com recursos muito diferentes daqueles que teria anos depois.

Eles precisavam de conteúdo esportivo produzido em diferentes partes do Brasil.

Nós já sabíamos como fazer.

Começamos a fornecer essas imagens e construímos uma parceria em uma época em que tanto a 8mm quanto o próprio Esporte Interativo ainda estavam escrevendo seus primeiros capítulos.

O orçamento era apertado.

As dificuldades eram muitas.

Mas havia algo maior acontecendo.

Nós acreditamos naquele projeto.

E eles acreditaram no nosso trabalho.

Esporte Interativo → TNT

Uma parceria que atravessou o tempo.

O Esporte Interativo cresceu.

Mudou.

Ganhou espaço.

Passou por diferentes fases e transformações até se tornar a marca que hoje conhecemos como TNT Sports.

E a 8mm continuou junto.

Essa talvez seja uma das histórias que melhor representam quem somos.

Porque não se trata apenas de colocar um grande logotipo em uma página de clientes.

Trata-se de olhar para aquele logotipo e lembrar de onde começamos juntos.

Participamos daquele período em que o Esporte Interativo ainda precisava construir sua rede, encontrar parceiros e descobrir como levar conteúdo esportivo para uma audiência que também estava mudando.

Décadas depois, continuamos parceiros.

Em um mercado em que fornecedores mudam, tecnologias desaparecem, empresas se transformam e contratos terminam, relações que atravessam tantos anos dizem algo que nenhuma frase publicitária conseguiria dizer.

Novos mercados

O mercado cresceu. E nós crescemos com ele.

Naturalmente, outros clientes chegaram.

Terra TV. Lance!. Perform Media. GOAL. ESPN. CBF TV. DAZN. FootballCo.

E muitos outros.

A experiência construída no Brasil também passou a atender empresas internacionais que precisavam produzir conteúdo no país.

Vieram projetos para grupos e marcas como BBC, Daily Mail, Al Jazeera, MSN, Yahoo e beIN Sports, entre outros.

Mais recentemente, novas plataformas voltaram a transformar a maneira como o brasileiro acompanha esporte.

E novamente estamos lá.

A CazéTV representa muito bem essa nova geração: esporte, streaming, internet e uma audiência que já não distingue televisão de celular, computador ou rede social.

É curioso olhar para trás.

Começamos em uma época em que precisávamos explicar por que alguém assistiria a um vídeo dentro de um site.

Hoje produzimos para uma geração que simplesmente espera poder assistir onde quiser.

Estádios · Evolução

Enquanto as telas mudavam, os estádios também mudavam.

Existe ainda outra transformação que tivemos o privilégio de acompanhar.

Os estádios de nossa memória de 2007 são muito diferentes dos grandes palcos esportivos de hoje.

Durante anos trabalhamos no antigo Palestra Itália, no Morumbi, no Pacaembu e em dezenas de estádios pelo Brasil.

Então veio a Copa do Mundo de 2014.

Novas arenas foram construídas. Outras foram profundamente modernizadas.

A infraestrutura mudou.

Os acessos mudaram.

A tecnologia mudou.

Os antigos corredores escuros deram lugar, em muitos casos, a estruturas concebidas para um novo futebol e uma nova mídia.

E existe algo bonito nessa coincidência.

Enquanto os estádios brasileiros entravam em uma nova geração, o audiovisual fazia exatamente a mesma coisa.

Nós vimos as duas transformações acontecerem.

Com uma câmera na mão.

2021 · ESPN

Uma parceria que começou com um VT.

Algumas relações profissionais começam grandes.

Outras crescem.

Em 2021, começamos a trabalhar com a ESPN fornecendo pontualmente VTs com os melhores momentos de partidas dos principais campeonatos nacionais.

Era um trabalho específico.

Um VT aqui. Outro ali.

Mas confiança, no audiovisual, também se constrói assim: uma entrega de cada vez.

Com o tempo, aquela participação começou a mudar.

Passamos a integrar operações de ENG, fornecendo não apenas as imagens, mas também toda a estrutura necessária para aquelas coberturas.

A ESPN entrava com o repórter.

A 8mm entrava com equipe técnica, câmera, equipamentos, transmissão e operação.

E responsabilidade.

ESPN · Operação

De um VT para uma operação inteira.

A parceria cresceu.

Vieram coberturas maiores e uma integração cada vez mais profunda entre nossas equipes e a estrutura jornalística da ESPN.

Em Curitiba, chegamos a operar simultaneamente com três, quatro e até cinco equipes da 8mm em uma única partida.

Vários repórteres.

Vários pontos de entrada.

Nossas equipes distribuídas pela operação.

Equipamentos LiveU trabalhando para colocar aquelas entradas no ar.

E muita gente suando a camisa nos bastidores.

Literalmente.

A essa altura, já não estávamos falando apenas de produzir os melhores momentos de uma partida.

Estávamos participando da engrenagem de grandes coberturas esportivas, inclusive da CONMEBOL Libertadores.

E existe uma diferença enorme entre contratar uma produtora para entregar um vídeo e confiar a ela parte importante de uma operação ao vivo.

Essa diferença tem um nome:

confiança.

ESPN · Pelo Brasil

A estrada continuava fazendo parte da nossa história.

Curiosamente, tantos anos depois das primeiras viagens da 8mm pelos estádios do interior, a estrada continuava presente.

Só que agora a estrutura era outra.

As câmeras eram outras.

A internet era outra.

A tecnologia era outra.

E a responsabilidade também havia crescido.

Ao longo dessa parceria, nossas equipes estiveram em operações da ESPN em diferentes cidades, passando por Curitiba, Recife, Cuiabá e Florianópolis.

Curitiba e Recife tornaram-se as praças mais constantes dessa operação.

Isso exige muito mais do que simplesmente enviar equipamentos para outra cidade.

Exige equipe.

Logística.

Padronização.

Comunicação.

Conhecimento técnico.

E a capacidade de fazer com que uma operação funcione longe da nossa própria base com a mesma segurança.

Hoje, quando olhamos para a ESPN dentro da história da 8mm, não enxergamos apenas um grande nome em nossa relação de clientes.

Enxergamos uma parceria que começou pequena em 2021 e que, entrega após entrega, ganhou tamanho, complexidade e confiança.

Começamos entregando um VT.
Hoje entregamos uma operação.

Hoje · 8mm AIR

Da câmera pequena ao drone.

Quase vinte anos depois daquele primeiro trabalho, continuamos acreditando na mesma coisa que nos colocou dentro de um estádio em 2007:

a próxima transformação merece ser experimentada, não apenas observada.

Foi assim com o vídeo na internet.

Foi assim com as redes sociais.

Foi assim com novas plataformas de transmissão.

E é assim novamente com novas tecnologias de captação.

A 8mm AIR nasce dessa mesma inquietação.

Hoje nossas câmeras também voam.

Clientes históricos da 8mm, como a ESPN, passaram a utilizar nossa estrutura de drones. Grandes marcas, como McDonald’s, também fazem parte dessa nova fase.

Não enxergamos a 8mm AIR como uma ruptura com nossa história.

Muito pelo contrário.

Ela é consequência dela.

Essência

O equipamento mudou. A essência, não.

As câmeras ficaram menores.

A qualidade ficou infinitamente maior.

A internet que um dia nos obrigava a procurar Wi-Fi em bares agora permite transmitir imagens em tempo real.

A televisão deixou de ser a única grande tela.

Vieram computadores, smartphones, redes sociais, streaming.

E agora nossas câmeras também estão no céu.

Muita coisa mudou desde 2007.

Mas algumas coisas permanecem.

Ainda gostamos de estar onde as histórias acontecem.

Ainda acreditamos que tecnologia só faz sentido quando resolve um problema.

Ainda trabalhamos lado a lado com nossos clientes.

E ainda existe aquela mesma sensação quando uma produção difícil finalmente dá certo.

Talvez hoje a gente não pule literalmente de alegria todas as vezes.

Mas por dentro, é a mesma coisa.

Por que contar?

Não contamos essa história por vaidade. Contamos porque ela aconteceu.

Porque empresas também são feitas de memória.

De pessoas.

De estradas.

De noites mal dormidas.

De equipamentos carregados de um lado para outro.

De erros.

De acertos.

De clientes que chegaram e de parceiros que permaneceram.

De momentos em que parecia que não daria certo.

E daquela sensação maravilhosa quando dava.

Muitas dessas histórias normalmente desaparecem.

Um projeto termina. O arquivo é entregue. O próximo começa.

E aquilo que parecia apenas mais um dia de trabalho acaba fazendo parte de uma transformação muito maior sem que ninguém perceba.

Por isso decidimos registrar.

Para quem trabalhou conosco e vai reconhecer algumas dessas histórias.

Para quem chegou depois e nunca imaginou como tudo começou.

E para quem ainda vai trabalhar com a gente.

Da televisão para a internet.
Da internet para as redes sociais.
Do chão para o ar.

Quase vinte anos depois, continuamos em movimento.

8mm Brasil. Desde 2007, onde as histórias acontecem.

DA TELEVISÃO PARA A INTERNET.
DA INTERNET PARA AS REDES SOCIAIS.
DO CHÃO PARA O AR.

8mm Brasil. Desde 2007, onde as histórias acontecem.